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A História das tentativas oficiais do Brasil de explicar o Fenômeno UFO.


Desenhos feitos baseados no relato das testemunhas




Prezados guerreiros da causa ufológica, eis que estamos aí no aguardo de mais um escritório de pesquisas oficiais sobre OVNIs, novamente encabeçados pelo Pentágono e que eu, particularmente, duvido muito que vá ser transparente ou dar alguma grande novidade sobre o assunto que já não saibamos. Apesar dessa ânsia em torno desses novos relatórios investigativos, é bom que a gente se lembre que outros países do mundo, tais como nosso Brasil, já fizeram investigações e tiveram comissões e documentos sobre o assunto que fariam chorar qualquer agente da CIA. Aliás, uma pena que os militares brasileiros aparentemente tenham largado o assunto, existem relatórios da Aeronáutica com casos impressionantes e que nunca foram investigados, vamos falar sobre alguns deles aqui. 

Carterinha de Pesquisador do SIOANI


SIOANI: Enquanto o Projeto Blue Book encerrava suas atividades e o Relatório Condon surgia como mais uma tentativa de fazer chacota com o Fenômeno UFO, em 1969 o Brasil formava seu próprio grupo para investigação de objetos voadores não identificados, o SIOANI (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados). Criada pelo Comando da 4ª Zona Aérea da FAB, atual Comando Regional (COMAR). A organização foi atuante até o ano de 1972 e contava tanto com investigadores militares como civis e formaram juntos uma vasta documentação de vários casos que hoje se encontram no Arquivo Nacional. Acassil de Oliveira que foi um dos membros civis do SIOANI, conta que as equipes de investigadores eram formadas por 3 ou 4 pessoas e contavam com máquinas fotográficas, magnetômetro, equipamentos infravermelhos e contador Geiser. Materiais coletados em supsostos locais de pousos de óvnis eram enviados e analisados no ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) que ficava em São José dos Campos. “Segundo testemunho do investigador civil, membro do SIOANI, Acassil de Oliveira, as equipes compostas de 3 a 4 pessoas contavam com máquinas fotográficas, um magnetômetro, um contador Geiger, equipamentos de infravermelho e ultravioleta. 

O material coletado nos supostos locais de pouso de OANI eram analisados no ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica em São José dos Campos e as vezes por laboratórios nos Estados Unidos. Acassil declara que não tinha acesso a esses resultados . Os militares da FAB exerceriam suas atribuições no SIOANI conjuntamente com suas outras funções designadas pelo seu órgão militar e os colaboradores civis não seriam remunerados. Era um sistema de voluntariado .” A popularização dessa investigação veio com a disponibilização desses relatórios e documentos no Arquivo Nacional, algo que era já muito almejado pela Comunidade Ufológica Brasileira, talvez uma das únicas vezes em que os ufólogos se uniram de verdade em prol de uma causa em conjunto e nobre (óbvio que depois esses documentos são até hoje motivos de brigas, mas essa é uma história para outro artigo). Fico imaginando se tivesse existido uma parceria pública e real entre o SIOANI e cientistas de várias áreas, numa consulta pública com todos os dados dos casos, abertos para todos que quisesse analisar e investigar? Uma das coisas que sempre digo é que a estruturação governamental e militar que renegou a Ufologia aos status de chacota desde os anos 50, acabou afastando todo interesse sobre o assunto da comunidade científica e hoje em dia, para você conseguir um cientista disposto a investigar e se envolver com o Fenômeno UFO, só pela própria misericórdia de Deus. Uma pena, muitos bons casos perderam a chance de serem legitimados por conta da falta de envolvimento científico. 

 Além das investigações do SIOANI, também não devemos deixar de lembrar da maior operação militar já envolvendo óvnis que, se sabe, da história da Humanidade: A OPERAÇÃO PRATO. 

Relatórios Operação Prato



Em meados do ano de 1977, a avalanche de ataques de óvnis na região de Colares no estado do Pará que deixou dezenas de feridos e 2 mortos, levou a Aeronáutica a tomar as rédeas da situação e a fazer uma vasta investigação na região, gerando centenas de relatórios, fotos e os vídeos que nosso militares insistem em não liberar, mas enfim. O Depoimento de Uyrangê Hollanda, coronel que encabeçou a Operação Prato é, até o presente momento, um dos ápices da Ufologia mundial. Seu dramático relato dos eventos, unidos a sua trágica morte poucos dias depois, mostram não apenas a realidade palpável da brutalidade do Fenômeno UFO, como terror que causa nas pessoas, mesmo aquelas muito bem preparadas. Infelizmente, tudo isso parece pouco para despertar o interesse de nossos cientistas e deixa tudo suscetível a análises superficiais de dezenas de influencers que não conhecem absolutamente nada sobre o Fenômeno UFO. 

Coronel Uyrangê Hollanda


Muito se acusa do Fenômeno UFO de ser intangível, o que não é verdade, pois como mostram todos esses programas encabeçados pelas Forças Armadas ao redor do mundo mostram claramente que óvnis podem sim serem investigados a nível científico e possivelmente explicados. O que falta para isso acontecer é um envolvimento público, acesso público e total aos dados e fatos, para que possam ser investigados e seus resultados compartilhados, algo que nunca aconteceu e que duvido que o novo escritório do Pentágono vá começar a fazer.

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